quinta-feira, 1 de abril de 2010

Não, o tempo não para

Que bonito seria se o tempo realmente curasse tudo. Bonito seria se ele, o nosso precioso tempo, cicatrizasse até o maior machucado. E ele cicatriza, quando se fala de feridas externas, ele cicatriza. Cicatriza a casca onde escondemos o que realmente queremos que cicatrize, sare de vez: a dor do coração.

Aquele órgão que rotulamos ser a peça chave do amor. Até desenho dele o ser humano inventou, somos estranhos. Sim, vou mais longe... Nós, seres humanos, somos anormais. Voltemos às cicatrizes.

Bem, quem dera a nós se o tempo fosse tão forte que pudesse ser capaz de retirar até o mais profundo desgosto, mais profundo sentimento ruim., Quem dera a nós se o tempo fosse tão bom quanto dizem.

O tempo não é nada, mais muitas vezes pode ser tudo. O tempo serve para nós deixar mais velhos, não sejamos rudes: mais "experientes". Óbvio que existe muitos senhores pós 70 sábios, mas não foi o tempo quem os fez assim. Foi a vida.

Ai, a vida. A vida sim deveria ser algo vangloriada, exaltada, comemorada. Cada segundo (reparem no tempo) deveria ser intensamente vivido. Mas não é bem assim, nós jamais daremos o valor que a vida merece. Somos tão bobos, tão programados por frases feitas, que continuaremos a dizer: "o tempo é o melhor remédio".

E enquanto o seu tempo passa, eu continuo aqui. Enquanto a cada instante eu vou ficando mais velha e mais triste, continuo aqui. Continuo a esperar que uma mistura fatal de tempo me leve embora. Para onde? Além dos seus olhos. Continuo a esperar que o tempo seja companheiro, que ele faça valer toda essa espera angustiante. Continuo a esperar que o tempo, o nosso amado e idolatrado tempo, traga você para mim.

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